sábado, 1 de junho de 2019

QUAL O CAMINHO PARA RESOLVER AS QUESTÕES VOLTADAS PARA A FALTA DE SEGURANÇA

Investigação baseada em fatos, para descobrir o culpado ou culpados de um crime.
Operação saturação, para evitar que o problema volte a acontece.
Orientação para a população, com o objetivo de que as pessoas não se coloquem em risco.
Melhora da estrutura de segurança.
Aumento da fiscalização à locais que podem contribuir para a prática criminosa.
Elaboração de projetos para um melhor uso dos espaços públicos, como parques, jardins e locais de lazer e diversão.
Acompanhamento do trabalho desenvolvido por áreas como saúde, educação, assistência social, obras e serviços públicos.
Participação nas reuniões com o poder público e representantes de órgãos que representem os vários seguimentos da sociedade, (Reunião de Rede).
Elaboração de projetos a curto, médio e longo prazo para que a cidade possa crescer de uma forma organizada e priorizando práticas sustentáveis.

Osvaldo Zuim Junior
Palestrante e Consultor em Segurança

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A GUARDA MUNICIPAL E O CICLO COMPLETO DE POLÍCIA

Proposta: A Guarda Municipal e o Ciclo Completo de Polícia: O que significa Ciclo Completo de Polícia?

O mesmo policial que atende a ocorrência é o policial que conduz as partes para a delegacia, faz o Boletim de Ocorrência, conduz o preso para o Centro de Detenção Provisória e ainda realiza investigações para saber quem são os culpados por um crime, se os mesmos não forem presos em flagrante. Sem a necessidade de passar uma destas atividades para outra polícia.

A Guarda Municipal apesar de ter limitações para agir dentro da esfera criminal, poderia fazer o mesmo dentro da esfera administrativa, atuando dentro do que é competência do município.

Osvaldo Zuim Junior
Guarda Municipal de Jundiaí

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

NOSSA NOBRE MISSÃO

Apesar da nossa Carta Magna, nos outorgar a mais importante das missões, que é fazer com que as pessoas possam perceber na prática quais são seus direitos como cidadãos, tendo acesso a ruas, praças, parques e jardins, a todos os serviços prestados a eles pelo serviço público municipal e as instalações construídas para realização destas atividades.

Existem colegas que entendem ser essa uma função menor, sem importância alguma, sendo melhor o papel de combater o crime e o criminoso. Não que isto não deva ser feito, mas jamais em detrimento da nossa missão constitucional.

E enquanto isso, membros das Forças Militares Estaduais, que não são pessoas que ocupam os cargos que estão, porque simplesmente fizeram um curso superior, mas porque estudaram para realizar as atividades que realizam, observam tudo isto, e com certeza devem conversar entre si.

“Estes homens de azul não tem noção do poder que tem nas mãos, porque o município tem muito mais dinheiro que o estado a sua disposição, e como sabemos, é muito melhor e menos desgastante trabalhar na prevenção, mas enquanto eles não tiverem consciência disto, muito melhor para nós”.

E é por isso meus senhores, que escrevo estas palavras, tenho certeza que nem todos concordarão comigo, mas está na hora de repensarmos como fazer Segurança Pública, porque se queremos que venham os novos tempos, temos também que nos preparar para eles.

“Enquanto nós Guardas Municipais estamos lutando pelo Poder de Polícia, existem aqueles que estão lutando para ter o Poder da Guarda Municipal”.

E lembremos sempre que a principal função de qualquer policia é proteger, prender é conseqüência de uma prevenção mal feita.

Osvaldo Zuim Junior

Guarda Municipal de Jundiaí

segunda-feira, 30 de abril de 2012

NOVAS REFLEXÕES SOBRE SEGURANÇA PÚBLICA

Filosofia

Conjunto de idéias, fruto da prática reflexiva, que mediante a aceitação do indivíduo, mudam sua maneira de pensar e agir, redirecionando sua trajetória de vida.

Filosofia atual dentro da Área de Segurança

O crime é um mal e precisa ser combatido.
O criminoso é nosso inimigo e precisa ser preso ou morto.
Quanto mais armas e drogas forem apreendidas, mais danos estaremos causando ao inimigo.
Precisamos impedir a ação dos criminosos, mesmo que coloquemos em risco a vida da população.
O crime nunca vai acabar.
Tem bandido pra todo mundo.

Nova Filosofia dentro da Área de Segurança

O crime pode ser evitado.
O criminoso precisa ser desestimulado da prática de crimes e redirecionado para vida em sociedade, após ficar em dia com a justiça.
A verdadeira prevenção acontece através do controle sobre o território ocupado pelos criminosos e não por ações isoladas.
A nossa prioridade sempre deverá ser a integridade física e psicológica da população.
Precisamos acreditar que estamos caminhando na direção certa.

Doutrina

Conjunto de princípios, ou idéias gerais a serem seguidas, de acordo com determinada filosofia.

Doutrina atual dentro da Área de Segurança

Patrulheiro que é patrulheiro já tem que sair no veneno.
Abordar todo mundo que for ou parecer suspeito, qualquer problema depois é só inventar uma ocorrência e dizer que o cara parecia com alguém que se estava procurando.
O que interessa é Ocorrências de Vulto e Flagrante Delito.
Se tiver que atirar nós atiramos, ou se tiver que bater batemos, depois precisamos somente combinar o que vamos dizer no DP.
Problema Social não é coisa de Polícia.

Nova Doutrina dentro da Área de Segurança

Patrulheiro que é patrulheiro precisa conhecer o terreno onde vai operar.
Abordagem Policial somente com fundada suspeita, mas o contato com a população mesmo que de uma maneira mais sociável pode nos dar fortes indícios para realização de futuras ações.
O que interessa é que possamos ajudar as pessoas, trabalhamos com “gente”.
Se tivermos que realizar alguma ação com mais energia que seja de acordo com os Princípios do Uso Progressivo da Força.
Problema Social também é coisa de Polícia.

Treinamento

Ato de aprender e praticar, com ou sem o auxílio de simulações, as atividades que serão desenvolvidas para atingir um objetivo geral ou específico.

Idéia de Treinamento dentro da Área de Segurança

Treinamento é uma coisa, mas na rua é diferente.
O melhor treinamento pra abordagem é fazendo abordagens na rua.
Eu gosto é de treinar tiro, esse negócio de ficar agarrando os outros não é pra mim.

Nova Idéia de Treinamento dentro da Área de Segurança

Nenhum treinamento prepara para a realidade, mas a função de qualquer treinamento é diminuir o impacto da realidade, para que possamos desempenhar nosso papel da melhor forma possível.
A função do treinamento é aprendermos as práticas que empregaremos no nosso dia a dia e devem basear-se na Filosofia da Prevenção, no Respeito às Leis e na Prática da Cidadania.


Para olhar para dentro de si mesmo, é preciso acima de tudo coragem.
E para admitirmos nossos erros e mudar, muito mais...
Pensemos juntos nisso...

Osvaldo Zuim Junior
Guarda Municipal de Jundiaí



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

FORA CORONEL!!!

Se quisermos ser realmente os donos dos nossos destinos precisamos aprender a comandar as nossas vidas, e isto vale também para nossa vida profissional.

Já ouvi por diversas vezes, companheiros reclamando que somos comandados por Oficiais da Policia Militar e que a Policia Militar quer acabar com as Guardas Municipais.

Mas a pergunta é, estamos nos preparando para comandar as nossas próprias instituições?

Ou continuamos achando que quem trabalha no setor administrativo é vagabundo...

A verdade é que de nada adianta todo efetivo ir para rua, se tivermos que depender de outras pessoas para questões que são tão indispensáveis para o nosso dia a dia.

Outro dia, por exemplo, conversei com um grupo de Guardas que não podiam ir para o estande de tiro porque o laudo psicológico não estava em dia.

Ou ficamos sabendo que existem Guardas Municipais que tem uma estrutura muito boa, mas ainda não tem um Plano de Carreira, ficando as promoções de novos graduados condicionadas a vontade política local. E o que é ainda pior, o Inspetor de hoje pode ser o Guarda de amanhã!

Concluindo, ou melhor, ainda falta mais uma.

Fora os vários simpósios que já fui, onde viviam falando de coisas que a gente já está careca de saber, como Artigo 144, PEC 534, mas nada mudava.

Somente posso dizer, Graças a Deus que tem gente pensando na gente em Brasília, e que o que precisamos não é ficar gritando FORA CORONEL, mas sim trabalhar para termos COMANDANTES CAPACITADOS EM NOSSAS GUARDAS MUNICIPAIS.

Temos é que tomar cuidado sim com colegas que já estão se fechando em clubinhos, associações ou ainda empresas que se prontificam a dar aulas para nossos companheiros, mas sem o devido preparo ou pior, pegando professores a laço.

O momento é de humildade, e trabalho, muito trabalho.

Osvaldo Zuim Junior
Guarda Municipal de Jundiaí

terça-feira, 8 de março de 2011

O COMBATENTE

É noite...

O vento sopra, balançando as folhas. E trazendo junto não somente o frescor da madrugada...

Mas principalmente o cheiro, o gosto e os sons do combate que está para começar.

Paciente ele espera... Calmo...

Com uma calma que dá medo... Parecendo até indiferença.

O instinto faz com que fique a espreita, o tempo todo.

De repente, um clarão.

E o que vem a seguir se torna impossível de descrever.

Tiros disparados em todas as direções e explosões despedaçando tudo e todos.

Mas ele não se abala.

Só se movimenta calmamente até uma posição mais apropriada, e procura quais são seus alvos.

Aponta... Atira... Aponta... Atira novamente.

E um a um, eles vão caindo inertes, sem vida.

Os companheiros, aproveitando da posição fortalecida, se reagrupam e partem para o ataque.

O inimigo recua... Foge.

Ele então observa a sua volta.

Veículos em chamas... Casas destruídas.

Tanto companheiros como inimigos mortos durante o combate... Seus corpos espalhados por todo canto.

Então por mais incrível que possa parecer, uma sensação de paz domina todo seu ser... E a certeza, de aquele é seu lugar.

Osvaldo Zuim Junior.
Terceiro Sargento da Reserva do Exército Brasileiro e
Guarda Municipal de Jundiaí.

sexta-feira, 4 de março de 2011

TREINAMENTO MILITAR NAS ESCOLAS DE POLÍCIA

Várias escolas de formação para policiais, em nosso país, realizam durante o período de instrução de novos agentes de segurança pública, atividades típicas dos militares das forças armadas.

Instruções de ordem unida, continência ou sobre hierarquia e disciplina, são mais comuns do que se imagina.

O que nos leva ao seguinte questionamento:

Se as polícias têm uma função diferente das forças armadas, porque treina-los como militares?

É inegável que vários dos treinamentos realizados servem para preparar estes profissionais para o desempenho da função policial. Mas como estabelecer um parâmetro.

O treinamento militar tem um objetivo especifico. Que é o de manter a unidade de comando, porque, caso contrário, seria impossível realizar determinados feitos como mostra a nossa história militar internacional. Lembrando que, após a mudança do conceito de guerra linear (combate em locais definidos e inimigo identificado, seja pela nacionalidade ou pela cor do uniforme), para o conceito de guerra assimétrica (os combates podem acontecer em qualquer lugar e o inimigo está infiltrado no meio da população local). As próprias forças armadas estão verificando a necessidade de treinar os efetivos menores de maneira que sejam capazes de agir com uma maior autonomia, as missões são diferentes.

Os militares combatem um inimigo, enquanto os agentes de segurança têm como base a prevenção para que não aconteçam delitos, tendo o confronto somente como última opção.

Sendo assim, convido a todos para que façam uma reflexão, de acordo com os seguintes princípios:

Se para o conhecimento não há limites e a nossa competência é determinada pela legislação.

Se em primeiro lugar somos servidores públicos, ou seja, nossa primeira responsabilidade é servir as pessoas.

Se o respeito à vida e aos direitos humanos, é um dos princípios básicos para a realização do trabalho de qualquer agente encarregado de fazer cumprir a lei, segundo a ONU.

Está é a essência do nosso trabalho, este é nosso parâmetro.

Osvaldo Zuim Junior.
Guarda Municipal de Jundiaí.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O CONFRONTO

A noite parecia calma, como sempre.

Estava conversando com meu parceiro sobre alguma coisa, que agora não consigo me lembrar.

Viramos a esquina.

E foi ai que escutei uma pancada seca contra a lataria da viatura.

Pensei “só me faltava essa”. Mas, depois do segundo “pipoco” não tive duvida. Estavam atirando na gente.

Na hora não da pra pensar em muita coisa.

Lembro-me somente de ver o pára-brisa estourando, e em seguida meu parceiro reclamando de dores no ombro esquerdo.

No entanto, não dava pra saber se era alguma coisa relacionada com o vidro que havia estourado com segundo tiro, ou se ele tinha sido atingido.

Saquei minha pistola e atirei na direção da onde vinham os tiros...

Disparei seis vezes. Depois escutei um grito.

Perguntei como estava meu parceiro, e ele me disse que estava bem. Então pedi para que solicitasse o apoio de outras viaturas.

Aproximei-me com calma. A arma apontada na direção da onde tinha vindo os disparos. O coração a mil.

De repente, vi uma coisa que sei nunca vou esquecer.

Um garoto de mais ou menos 17 anos estava caído na minha frente. Esvaindo-se em sangue, e dando seus últimos suspiros antes de morrer.

E foi então que entrei em desespero.

Não pelo que tinha feito. Pois estava amparado, agira em legítima defesa.

Mas por ver alguém tão jovem, alguém que havia conhecido, alguém que acreditei que teria um futuro pela frente. Que acabou escolhendo a vida do crime, porque achava que seria alguém, mesmo que fosse para ser um criminoso.

E agora estava ali, um corpo caído no meio da rua, sem vida, mais uma vida ceifada tão cedo e de uma forma tão estúpida.

Depois disso, passaram-se muitas outras noites.

E sempre que passo por aquela rua, lembro-me do dia que fui obrigado a tirar a vida de outro ser humano.

Não somente pelo jovem que morreu naquela noite, mas porque naquela noite uma parte de mim morreu com ele.

Osvaldo Zuim Junior
Guarda Municipal de Jundiaí






ANJOS DA NOITE

À medida que a noite vai caindo um a um eles vão chegando.

São homens comuns. Pessoas que na maioria das vezes passam despercebidos no meio da multidão.

Vários deles, aparentando ter mais idade do que realmente tem.

Isto por causa de um corpo castigado pelo tempo, e um rosto marcado por noites e mais noites, cuidando dos locais que pertencem ao povo, ou patrulhando as ruas da nossa cidade.

Todos têm alguma história triste para contar.

Depois de uniformizados e armados, eles começam mais uma noite de trabalho.

Perguntar quantas noites foram passadas como esta, é perda tempo, a muito já perderam a conta.

Eles conhecem a cidade como ninguém conhece. Mas é como se estivessem em outro lugar, outra cidade.

Os pontos de referência não são somente compostos de ruas ou praças. São todos os lugares onde exista algum tipo de perigo.

Ruas mal iluminadas, becos escuros, favelas, locais onde às vezes aparecem corpos de infelizes que foram assassinados e depois ali jogados, como se nada fossem.

Apesar de tudo, eles estão lá. Velando sempre, pelo sono daqueles que muitas vezes os criticam. Chegando a dizer que não são necessários.

Desperdício de dinheiro é o que dizem...

Até o dia que o perigo ronda a porta.

Um barulho. Um vulto. O coração batendo forte.

Desesperado alguém liga, e lá estão eles. Tão rápido como se não existissem. Como se fossem fantasmas. Algo que somente é possível para aqueles que conhecem a cidade como somente eles conhecem.

Mesmo no meio do caos, gentilmente se aproximam, e atendem aos que clamam por sua presença como se fossem irmãos seus.

E após amparar aos que precisam, após cumprir sua obrigação, eles seguem. Como anjos, anjos de azul, ou melhor, anjos da noite.

Osvaldo Zuim Junior
Guarda Municipal de Jundiaí




quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PARÂMETROS PARA SELEÇÃO DE NOVOS SUBINSPETORES E INSPETORES

Análise do Perfil dos Candidatos

Tempo de serviço e boa conduta.
Experiência profissional abrangente.
Participação em cursos de capacitação.
Conhecimento das rotinas administrativas.
Conhecimento das atribuições do cargo pretendido.
Aptidão para liderar pessoas.
Conhecimentos de Logística.
Conhecimentos de Planejamento Estratégico.

Processo de Seleção

Análise do perfil.
Inscrição.
Prova para ser admitido no Curso de Formação.
Apresentação de Títulos.
Curso de Formação, (baseado no perfil e constituído de aulas teóricas e práticas).
Prova para conseguir a aprovação no Curso.
Estágio.
Promoção.

Considerações Finais

Apesar dos parâmetros para análise dos perfis e processos de seleção serem os mesmos. A diferença entre Subinspetores e Inspetores é que os primeiros devem estar preparados para atuar em Nível Tático e os segundos em Nível Estratégico.

Osvaldo Zuim Junior
Guarda Municipal de Jundiaí

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

FASES DO PROCESSO DECISÓRIO

Antes de dar início as atividades

Compreender o que precisa ser feito, (quais são as atribuições da instituição).
Verificar se o preparo do pessoal atende as necessidades.
Verificar as condições do material a disposição, (armamentos, equipamentos, viaturas e instalações).
Determinar quais atividades serão desenvolvidas.

Ao iniciar as atividades

Propiciar as melhores condições de trabalho para o pessoal.
Planejar de maneira eficiente.
Cuidar da logística.
Direcionar as instruções para que atendam as necessidades de capacitação profissional do pessoal.

Para dar prosseguimento ao que foi planejado

Fazer o monitoramento da situação atual e de possíveis situações futuras.
Verificar sempre a necessidade da inserção de novas práticas e efetiva-las quando necessário.
Pensar estrategicamente.
Investir na especialização do pessoal e na instrução dos novos quadros, preparando aqueles que um dia tiverem condições de comandar a corporação.

Osvaldo Zuim Junior.
Guarda Municipal de Jundiaí.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

METODOLOGIA PARA REALIZAÇÃO DO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO PELAS GUARDAS MUNICIPAIS

A importância na escolha da metodologia correta se justifica pelo fato de que servirá como base para todas as ações a serem desenvolvidas pelas Guardas Municipais, desde a contratação de pessoal, a compra de viaturas, o treinamento dos Guardas Municipais e a preparação das escalas de serviço.

Método 01 - Potencialização da Capacidade de Locomoção.

Consiste no aumento da mobilidade do efetivo, potencializando a capacidade de locomoção, com o objetivo de identificar ambientes hostis e a realizar ações preventivas.

Método 02 - Ocupação do Espaço Público.

Consiste na ocupação sistemática de espaços do município, realizando ações de presença de acordo com informações disponíveis e com o objetivo de melhorar a acessibilidade das pessoas a estes locais.

Osvaldo Zuim Junior
Guarda Municipal de Jundiaí

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

PARA QUE SERVE UMA GUARDA MUNICIPAL

Para cuidar da preservação de ruas, praças, parques e jardins, sistema de iluminação pública e telefonia pública, trabalhando pela preservação dos bens do município.

Para apoiar outros servidores, detentores do poder de polícia administrativo, durante o exercício de sua função ou em razão dela.

Para cuidar da segurança física de instalações do município, utilizando a proteção proporcionada pela própria instalação, dispositivos de segurança eletrônica, ou viaturas para fazer o monitoramento destes locais.

Para realizar atividades específicas como o controle do trânsito, a ronda escolar, ou a guarda de áreas de reserva ambiental ou de locais considerados como patrimônio histórico ou cultural.

Para fazer o patrulhamento em caráter preventivo, orientando a população, atuando como gestor de conflitos e no atendimento de crimes de menor potencial ofensivo.

Para realizar atividades de suporte, como a operação de Centros de Controle Operacional, Centrais de Monitoramento e Gabinetes Integrados de Gestão em Segurança.

Para auxiliar o poder público municipal na preparação de planos nos três níveis, (estratégico, tático e operacional), com o objetivo de cuidar da segurança no município.

Atuar em campanhas sociais e de preservação de valores institucionais (resgate da cidadania, uso indevido de drogas, incentivo a preservação do meio ambiente, etc.).

Osvaldo Zuim Junior.
Guarda Municipal de Jundiaí.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

TIPOS DE CURSO

CURSO DE FORMAÇÃO

CAPACITA O PROFISSIONAL PARA REALIZAR UMA DETERMINADA ATIVIDADE.

ESTÁGIO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

ATUALIZA OS CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS PELO PROFISSIONAL DURANTE O CURSO DE FORMAÇÃO.

CURSO DE CAPACITAÇÃO

CAPACITA O PROFISSIONAL PARA REALIZAR TAREFAS QUE TENHAM RELAÇÃO DIRETA COM UMA DETERMINADA ATIVIDADE.

CURSO DE EXTENSÃO

CAPACITA O PROFISSIONAL PARA REALIZAR OUTRAS ATIVIDADES QUE COMPLEMENTAM AQUELA CONSIDERADA COMO ATIVIDADE PRINCIPAL.

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO

CAPACITA O PROFISSIONAL PARA REALIZAR UMA DETERMINADA TAREFA, QUE SERVIRÁ PARA DAR SUPORTE A OUTROS PROFISSIONAIS QUE REALIZAM ATIVIDADES, SEJAM ELAS QUALIFICADAS COMO PRINCIPAIS OU COMPLEMENTARES.

FONTE (PROGRAMA DE INSTRUÇÃO PARA GUARDAS MUNICIPAIS).

NÍVEIS DE CONHECIMENTO

CONHECIMENTOS BÁSICOS

AQUELES ADQUIRIDOS DURANTE A REALIZAÇÃO DE CURSOS DE FORMAÇÃO.

CONHECIMENTOS INTERMEDIÁRIOS

AQUELES ADQUIRIDOS DURANTE A REALIZAÇÃO DE CURSOS DE EXTENSÃO.

CONHECIMENTOS AVANÇADOS

AQUELES ADQUIRIDOS DURANTE A REALIZAÇÃO DE CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO.


FONTE (PROGRAMA DE INSTRUÇÃO PARA GUARDAS MUNICIPAIS).

ETAPAS QUE DEVEM FAZER PARTE DOS CURSOS DE FORMAÇÃO

CONSTITUEM-SE COMO ETAPAS DOS CURSOS A SEREM REALIZADOS

O CONTATO COM AS TÉCNICAS OPERACIONAIS.
O CONTATO COM OS PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS.
O CONTATO COM AS ATIVIDADES PREVISTAS.
O CONTATO COM OS ATENDIMENTOS A SEREM REALIZADOS.

TÉCNICAS OPERACIONAIS

AÇÕES REALIZADAS INDIVIDUALMENTE, VISANDO ATINGIR O MAIOR GRAU DE EFICÁCIA POSSÍVEL NA CONCRETIZAÇÃO DE UM OBJETIVO.

PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS

CONJUNTO DE AÇÕES REALIZADAS INDIVIDUALMENTE OU EM CONJUNTO, VISANDO ATINGIR O MAIOR GRAU DE EFICÁCIA POSSIVEL NA CONCRETIZAÇÃO DE UM OU MAIS OBJETIVOS, ALÉM DA PREVISÃO DE FUTURAS AÇÕES, CASO ACONTEÇAM DESDOBRAMENTOS.

ATIVIDADES PREVISTAS

PROCEDIMENTOS DESENVOLVIDOS EM CARÁTER PREVENTIVO, VISANDO O ATENDIMENTO DE UMA OU MAIS NECESSIDADES, DE ACORDO COM ATRIBUIÇÕES PREVISTAS EM LEI.

ATENDIMENTOS A SEREM REALIZADOS
PROCEDIMENTOS DESENVOLVIDOS DURANTE A REALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES PREVISTAS, MEDIANTE SOLICITAÇÕES OU AO DEPARAR-SE COM DETERMINADA SITUAÇÃO.

FONTE (PROGRAMA DE INSTRUÇÃO PARA GUARDAS MUNICIPAIS).

INSTRUENDO, MONITOR E INSTRUTOR

INSTRUENDO OU DISCENTE

É AQUELE QUE ASSISTE A INSTRUÇÃO.

MONITOR OU AUXILIAR DO DOCENTE

É AQUELE QUE AUXILIA NA REALIZAÇÃO DA INSTRUÇÃO.
DEVERÁ TER NO MÍNIMO CONHECIMENTO PARCIAL SOBRE O ASSUNTO.

INSTRUTOR OU DOCENTE

É AQUELE QUE É RESPONSÁVEL PELA REALIZAÇÃO DA INSTRUÇÃO.
DEVERÁ TER CONHECIMENTO TOTAL SOBRE O ASSUNTO E NÍVEL DE ESCOLARIDADE MÍNIMO EQUIVALENTE AO MÉDIO OU MÉDIO DE NÍVEL TÉCNICO.

FONTE (PROGRAMA DE INSTRUÇÃO PARA GUARDAS MUNICIPAIS).

sábado, 1 de maio de 2010

QUEBRA DE PARADIGMAS

O guarda municipal deve ver sempre seu posto de serviço ou seu setor de patrulhamento, não como ponto de chegada, mas como ponto de partida para realização do seu trabalho.

Em patrulhamento, o guarda municipal deve lembrar-se sempre que nunca está sozinho, mas trabalhando integrado com todos os servidores de outras secretarias que prestam serviços no mesmo setor.

O guarda municipal deve ser formado não para ser um simples executor de tarefas, mas para ser um gestor de conflitos.

Muitos dos profissionais que trabalham na Segurança Pública, se preocupam primeiro em parecer, do que realmente ser eficientes naquilo que fazem. O guarda municipal é aquele que deve ser sempre eficiente naquilo que faz, mesmo que não pareça, nem apareça.


Osvaldo Zuim Junior
Guarda Municipal de Jundiaí

quarta-feira, 28 de abril de 2010

DOUTRINA PARA ATUAÇÃO DAS GUARDAS MUNICIPAIS

Atribuições das Guardas Municipais:

Atender prontamente a população, e trabalhar em conjunto com outros órgãos para a preservação de direitos constitucionais.
Cuidar da segurança de todos os locais considerados como próprios do município.
Trabalhar para que nestes locais não aconteçam ocorrências policiais.
Dar apoio a todo servidor público que trabalhe no município, desde que durante o exercício da sua função ou em razão dela.

Formas de atuação:

Ação de presença em próprios municipais.
Patrulhamento com viaturas.
Ralização de atividades complementares, (ronda escolar, trânsito, etc.).
Realização de atividades de apoio administrativo e operacional, (preparação de escalas, acompanhamento das estatísticas, atuação como rádio operador e telefonista, etc.).

Osvaldo Zuim Junior

Guarda Municipal de Jundiaí

segunda-feira, 22 de março de 2010

PARÂMETROS PARA ANÁLISE DE MATERIAIS A SEREM ADQUIRIDOS PELAS GUARDAS MUNICIPAIS

Objetivo:

Verificar se o material a ser adquirido atende as necessidades da corporação.

Itens a serem avaliados:

Uniformes.
Viaturas.
Equipamentos.
Armamentos.

Critérios a serem utilizados para avaliação:

Qualidade
Durabilidade
Conforto
Mobilidade
Desempenho
Autonomia
Utilização
Manutenção

Osvaldo Zuim Junior
Guarda Municipal de Jundiaí